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quarta-feira, 6 de junho de 2012

formação: A FESTA DO CORPO DE CRISTO

Muitos pensam: -"Mais um Feriado". Outros dizem: -"Legal, vamos ver as ruas enfeitadas." Porém, a Festa de Corpus Christi não é um dia de descanso ou um dia folclórico. Trata-se de um dia santo para a Igreja, no qual publicamente adoramos o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, presente vivo e ressuscitado nas Sagradas Espécies.


Logo, é nossa obrigação santificar este dia!


Na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima e Santo Amaro - Guarujá/SP, haverá Vigília no dia 06/06/12 com início às 20h00 na Matriz.


No dia 07/06/12, será celebrada uma única Missa Solene às 18h00 (campal), seguida da Procissão Eucarística. O Ministério Vaso Novo gravou as meditações desta procissão, escritas pelo nosso Vigário, Pe. Hugo Guarnieri, SDB.


O texto a seguir, de autoria do Prof. Felipe Aquino, nos ajuda a compreender o que celebramos:


Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no Pão e no Vinho consagrados na Santa Missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em Carne e o Vinho consagrado transformou-se em Sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71, e revelou ao mundo resultados impressionantes:
A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos. O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente ele continua líquido. Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas. São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus. Todas as células e glóbulos continuam vivos. A Carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e este órgão sempre foi símbolo de amor!).
Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia. Alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana, cujas visões solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o Papa Urbano IV estendeu a solenidade para toda a Igreja. Nessa celebração religiosa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.
A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo por nós. Mesmo separando Seu Corpo e Seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Cristo e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui, na Terra, mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.
O centro da Celebração Eucarística será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como Ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!"




sexta-feira, 25 de maio de 2012

formação: ORANDO COM BENTO XVI AO ESPÍRITO SANTO

Às vésperas de Pentecostes, queremos repetir a oração do Papa em seu Discurso aos Bispos Italianos - 24/05/2012. Vem Espírito Santo!

Espírito de Vida, que em princípio pairava sobre o abismo,
ajude a humanidade do nosso tempo a compreender
que a exclusão de Deus a leva a ferir-se no deserto do mundo,
e que somente onde entra a fé florescem a dignidade e a liberdade
e a toda sociedade se edifica na justiça.
Espírito de Pentecostes, que faz da Igreja um só Corpo,
restitui nós, batizados, em uma autentica experiência de comunhão;
torna-nos sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo,
comunidade de santos que vivem a serviço da caridade.
Espírito Santo, que nos torna hábeis para a missão,
concede-nos reconhecer que, também no nosso tempo,
tantas pessoas estão em busca da verdade sobre sua existência e sobre o mundo.
Faça-nos colaboradores da alegria deles com o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo,
grão de trigo de Deus, que torna bom o terreno da vida e assegura a abundancia da colheita.
Amém.


   

domingo, 8 de abril de 2012

liturgia: DOMINGO DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR

Hoje a Igreja proclama, Ele Ressuscitou de verdade! Aleluia!

O Ministério Vaso Novo deseja a todos uma Santa Páscoa.

A Comunidade da Matriz de Nossa Senhora de Fátima celebrará a Ressurreição de Nosso Senhor nos horários  normais das Missas Dominicais: 08h00, 09h15, 10h30, 18h00, 19h15 e 20h30.

Neste vídeo, o Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Junior  (Arquidiocese de Cuabá-MT) nos ajuda a compreender o que celebramos:



 


sábado, 7 de abril de 2012

liturgia: VIGÍLIA PASCAL

Convidamos a todos para a Vigília Pascal a ser realizada no Sábado Santo (07/04/2012) às 20h00 na Matriz de Nossa Senhora de Fátima e Santo Amaro - Guarujá/SP, celebrada pelo nosso Pároco, Pe. Luiz Aparecido Tegami, SDB.

Nosso Ministério estará responsável pela música litúrgica.

Com certeza uma das mais belas celebrações da Igreja. Nela se faz o anúncio solene da Ressurreição de Cristo, fundamento e razão de nossa fé. Ele vive!

Neste vídeo, o Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Junior (Arquidiocese de Cuiabá/MT) nos explica esta celebração:

 

quarta-feira, 19 de março de 2008

CANTANDO O TRÍDUO PASCAL E A PÁSCOA DO SENHOR



" A Instrução Geral sobre o Missal Romano – IGMR, à pág. 110: “Como o Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus principalmente pelo seu mistério pascal, quando morrendo, destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida, o sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor resplandece como o ápice de todo o ano litúrgico. Portanto, a solenidade da Páscoa goza no ano litúrgico a mesma culminância do domingo em relação à semana”.


O Tríduo Pascal tem seu início na Missa vespertina da Quinta-Feira Santa, com a memória da última Ceia de Jesus. A Sexta-Feira da Paixão, o Sábado da Sepultura e o Domingo da Ressurreição são chamados por santo Agostinho de tríduo do “crucificado, sepultado e ressuscitado”, culminando com a Vigília Pascal, na noite santa em que o Senhor ressuscitou. Considerada pelo mesmo santo como a “mãe de todas as vigílias”, é a Celebração Maior do Ano Litúrgico. O tríduo se encerra com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.


• É vivamente recomendada a participação do povo: gestos corporais, símbolos e imagens, sobretudo o canto, devido à solenidade desses dias e porque os textos bíblicos e litúrgicos, densos e profundos, adquirem maior força quando são cantados.


• A Quinta-Feira Santa tem como centro o Lava-pés e a Ceia, que o Senhor instituiu naquela noite em que foi entregue... Por isso canta-se solenemente o Glória. Pode-se dar destaque à procissão dos dons, sobretudo o pão e o vinho, escolhidos por Jesus para sua doação; a coleta, sinal de solidariedade, é em favor dos necessitados. A Missa termina com o translado do Santíssimo ao lugar da reserva, com o “Tão sublime Sacramento”.
• A Sexta-Feira Santa é centralizada na cruz, quando a comunidade proclama a paixão do Senhor, rezando pela humanidade toda. É o dia do silêncio, do jejum, da sobriedade, manifestado na Celebração: início, sem canto, o que seria bom também na Comunhão.


• O Sábado Santo, segundo uma feliz afirmação de Irmã Penha Carpanedo, é o dia de “viver a ausência do Amado”, portanto, de silêncio, meditação e permanência da Igreja junto ao sepulcro, à espera da Ressurreição do Senhor.


• A Vigília Pascal abre o terceiro dia do Tríduo, sendo uma celebração repleta de símbolos: o fogo do início; o círio pascal aceso no fogo novo, sinal do Senhor ressuscitado; a solene procissão até o local da celebração, com a aclamação “A luz de Cristo”; a proclamação jubilosa da feliz noite, no Exultet; a rica liturgia da Palavra, percorrendo a história da salvação; a celebração do Batismo, com a renovação das promessas batismais; e a solene Eucaristia, que como nenhuma outra, faz a memória da Páscoa de Jesus, carregada de sonoros aleluias, cantos festivos e alegres aclamações.


• O Domingo da Ressurreição prolonga a festa pascal ao longo do dia, cantando a vida que se renova no amor e na justiça de Deus.


O Tempo Pascal ou “cinqüentena pascal”, são sete semanas de festa, com a duração de cinqüenta dias, incluindo a Ascensão do Senhor e Pentecostes, último dia da Páscoa: o Espírito Santo é o grande dom do Ressuscitado. Os domingos deste tempo sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia festivo, “um grande domingo”, segundo santo Atanásio. É tempo de júbilo, manifestado na cor branca, nas flores e luzes, no Círio aceso, nos instrumentos e nos cantos: dê-se mais realce ao Glória que ao Ato Penitencial; o Aleluia seja o canto vibrante ao Senhor ressuscitado, vivo e glorioso. Valorize-se o rito da aspersão. Boas opções de cantos para este tempo estão no Hinário Litúrgico da CNBB, bem como no livro Cantos e Orações.


Antonio Alcalde bem expressa como deve ser nosso canto pascal: “Sendo a Páscoa a festa das festas... ocorre fazer com que a liturgia, em seu todo, soe e ressoe como uma grande obra sinfônica: a sinfonia da nova criação em Cristo, com todos os seus instrumentos afinados e vibrantes”.

Irmã Míria T. Kolling

Obs.: Irmã Míria T. Kolling é religiosa da Congregação do Imaculado Coração de Maria, compositora de música litúrgica e religiosa. Ministra cursos de canto pastoral. Contato: www.irmamiria.com.br ou miko3@superig.com.br